Zuckerberg e a batalha contra os conservadores no senado

Ele se desculpou publicamente e se retratou pelo vazamento de dados pessoais de usuários do Facebook

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Zuckerberg e a batalha contra os conservadores no senado


Mark Zuckerberg, dono do facebook, se apresentou aos senadores americanos nesta última terça-feira (10), para dar explicações sobre os procedimentos da empresa para com os usuários do aplicativo.

Zuckerberg se desculpou publicamente e se retratou pelo vazamento de dados pessoais de quase 87 milhões de usuários do Facebook.

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“Enfrentamos vários problemas com democracia e privacidade. Vocês estão certos em me questionar. Facebook é uma empresa idealista, no começo pensamos em todas as coisas boas que poderíamos fazer. Mas está claro agora que não fizemos o suficiente para impedir que essas ferramentas sejam usadas para o mal também. Isso vale para notícias falsas, interferência em eleições e discurso de ódio”, analisou.

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Mas a audiência teve momentos difíceis, principalmente com as interferência do senador conservador  Ted Cruz. O texano acusou o Facebook de não ser neutro quanto as suas crenças e posições políticas, e questionou mais de uma vez que mark poderia definir uma posição política quanto ao Facebook, o que o jovem bilionário tentou desconversar.

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“Há muitos usuários que estão profundamente preocupados com o fato de que o Facebook e outras empresas de tecnologia terem adotado um ‘padrão difuso’, mostrando preconceito e censura a certas posições políticas”, apontou Cruz.

E para corroborar sua acusação, Cruz citou as inúmeras páginas de conservadores ou pensamentos de “direita” que foram apagadas pelo Facebook. O senador citou o caso da ex-funcionária do Facebook, Lois Lemer, que admitiu ter bloqueado postagens conservadoras. E também citou outros casos de páginas de conteúdo conservador, pró-família e de apoio a Donald Trump que também foram apagadas.

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O Ceo da rede social respondeu em tom defensivo. “O Facebook e a indústria de tecnologia estão localizados no Vale do Silício, uma região sabidamente com inclinação à esquerda. Esta é uma preocupação que tenho e tentamos erradicar na empresa, assegurando que não temos qualquer preconceito no trabalho que fazemos.”

E Cruz foi cada vez mais incisivo em seus questionamentos, que todos puderam notar o nervosismo estampado no rosto de Zuckerberg, que foi encurralado pelo senador. “Estou comprometido em garantir que o Facebook seja uma plataforma para todas as ideias. Esse é um princípio fundador muito importante do que fazemos”, falou Mark.

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Zuckerberg admitiu que apesar de uma equipe de 20 mil pessoas e um poderoso sistema de Inteligência trabalhando para bloquear discursos de ódio, ainda assim, o sistema tem falhas.

“Discurso de ódio é uma das coisas mais difíceis de identificar. Tem que entender o que é ofensivo, o que é odioso. A linha entre o que é discurso político legítimo e discurso de ódio, pode ser difícil de identificar”, definiu.





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