Arcebispo que celebrou missa de Marisa Letícia, lamentou que cerimônia tenha se transformado em comício político

Scherer finalizando, lamentou por um evento religioso ter sido usado como instrumento político.

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Arcebispo que celebrou missa de Marisa Letícia, lamentou que cerimônia tenha se transformado em comício político


Com um discurso de quase 1 hora, Lula resistiu se entregar para a Polícia Federal sem antes transformar no que seria uma missa de lembrança da Ex- primeira Dama, Marisa Letícia que completaria então 67 anos se estivesse viva, num comício eleitoral.

Por isso, sua equipe organizou-se no dia anterior em riqueza de detalhes para transformar a cerimônia religiosa em palanque para a defesa de Lula e quem sabe fazer da ocasião de sua prisão, a criação de um mártir perseguido à la Mandela.

O fato é que depois de muitas acusações à Arquidiocese de São Paulo  e ao Dom Odilo Scherer, que celebrou a missa, de apoiar Lula, a instituição publicou uma nota de esclarecimento neste domingo(8).

A publicação explicava que tal “ato aconteceu fora da jurisdição e responsabilidade do arcebispo e da arquidiocese de São Paulo”.

A nota que teve a assinatura do próprio Arcebispo, transferiu toda responsabilidade para Lula e sua equipe pelo ocorrido, e enfatizou que a cerimônia era uma missa católica e não um reunião ecumênica, como foi caracterizada.

Preso desde sábado (7) numa cela especial no quarto andar do prédio da Superintendência da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba.

Lula deve receber neste domingo (8) a visita de seu  advogado Cristiano Zanin Martins para definirem quais os caminhos e recursos vão tentar daqui pra frente.

Leia abaixo publicação completa:

“Sobre o ato religioso realizado ontem na frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a assessoria de imprensa da Arquidiocese de São Paulo esclarece que:

1. Não se tratou de Missa, mas de um ato ecumênico;
2. Foi iniciativa pessoal de quem promoveu o ato;
3. Não houve participação da CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) nem da arquidiocese de São Paulo;
4. O ato aconteceu fora da jurisdição e responsabilidade do arcebispo e da arquidiocese de São Paulo;

O arcebispo de São Paulo lamenta a instrumentalização política do ato religioso.”





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