Criada pela mãe, filha de Padre faz revelações sobre o sacerdote

Com apenas 12 anos, a pequena Sarah Thomas descobriu que seu pai que nunca a viu, tratava-se de um padre.

Publicado em por Micael Batista

Criada pela mãe, filha de Padre faz revelações sobre o sacerdote


Com apenas 12 anos, a pequena Sarah Thomas descobriu que seu pai que nunca a viu, tratava-se de um padre.

E desde então ela tentou manter um contato com o sacerdote que a rejeitou prontamente, e ela teve de lidar com tamanha frustração durante anos.

Parece enredo de novela mas é uma constante na vida de filhos padres católicos, que deveriam manter o celibato.

Esta é a história de Sarah que foi criada pela mãe, sozinha, com poucos recursos em um apartamento de classe baixa, em Londres.

Sua mãe havia lhe informado que seu pai era um professor universitário.

 “Mas, como eu era muito curiosa e desconfiada, sempre soube que tinha algo errado, que estava faltando alguma informação. Minha mãe tinha muito medo de revelar a identidade do meu pai.”

Foi então que em 1990, aos 12 anos, a mãe de Sarah lhe revelou que seu pai na verdade era um padre católico e que morava na mesma cidade que ela, Londres.

“Eu pensei: isso é fantástico! Eu tenho certeza de que ele vai gostar de me conhecer”, relembra Sarah.

Porém sua mãe não estava tão confiante, ela e o padre se envolveram na década de 70 na Universidade, ela , aluna de teologia, ele era seminarista e pretendia ser padre, eles tinham um relacionamento de 2 anos, quando ela engravidou.

Diante da notícia da gravidez, um padre mais velho aconselhou ao casal que a mãe de Sarah Thomas desse a luz e doasse o bebê, mas ela não concordou.

“Então, esse padre decidiu que o meu pai poderia assumir a batina desde que minha mãe e o bebê – eu, no caso – concordassem em manter sigilo”.

Essa era a causa de sua mãe nunca ter revelado sobre seu pai, que foi ordenado a padre quando Sarah estava com 1 mês de vida.

Sarah Thomas então sabendo de seu pai, manifestou o desejo por conhecê-lo.

“Na minha ingenuidade, por assistir a programas de televisão com reencontros de família, em que as pessoas corriam em direção umas às outras, chorando, e depois ficavam amigas para sempre – era isso que eu achava que iria ocorrer”, disse Sarah Thomas.

O padre foi acompanhado de um menino de 14 anos, um conselheiro, e Sarah Thomas foi com um marido de sua professora, e ficou totalmente sem jeito no meio de tantos homens.

 “Eu cresci sem uma figura masculina. Então, eu não me sentia confortável entre homens e não sabia como agir entre eles… eu vou sempre me lembrar desse dia. Eu me senti tão desajeitada. Passei a maior parte do encontro apenas olhando para os meus joelhos”, lembra.

“Eu praticamente não consegui falar nada, de tão nervosa que estava. Todas as perguntas que planejei fazer desapareceram”, assumiu.

Sigilo

Algum tempo depois Sarah Thomas descobriu que o pai mandava sempre dinheiro para sua mãe, mas ele sempre vinha com pedidos de confidencialidade e algumas ameças que se ela falasse, o dinheiro acabaria.

Mesmo quando Sarah se acidentou numa montanha russa aos 20 anos e esteve a beira da morte, intimado pela mãe de Sarah, não quis vê-la.

Sarah estudou, trabalha, casou-se e tem três filhos. E falou toda a verdade para eles sobre o avô.

 “Contei para eles que o avô é padre, trabalha em Londres, não é uma pessoa ligada à família e coloca o trabalho em primeiro lugar”, contou.

Sua comunicação com o pai se limita a algumas cartas entre eles e algum dinheiro que ele mando no aniversário dos netos.

“Mas quando alguém sempre coloca as próprias necessidades na frente das necessidades dos filhos, não te passa confiança. Você vai sempre se perguntar se ela não vai te machucar de novo”, confessa.





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